O novo livro de Fabio Seixas

A decisão indelegável

Toda empresa já usa IA. Quase nenhum CEO decidiu o que a sua está se tornando por causa dela.

Fabio Seixas, CEO da Softo

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Capa do livro A Decisão Indelegável, de Fabio Seixas: uma cadeira executiva de couro verde sobre fundo verde.

Um trecho do livro

Capítulo 5: Cultura alavancando adoção de IA

O resultado é um padrão silencioso e perigoso: pessoas testando ferramentas de IA sem aprovação, sem governança, sem visibilidade da liderança, porque testar às claras parece arriscado demais, mas testar em segredo parece seguro.

Esse tipo de shadow IA cria uma exposição real, e o CEO que descobre esse padrão tarde demais geralmente reage com mais controle e mais aprovação prévia, o que apenas empurra o comportamento mais para debaixo do radar. A resposta certa é o oposto: tornar o teste declarado tão seguro quanto o teste escondido.

A Decisão Indelegável, capítulo 5

O problema

O erro mais comum

Usar IA e operar com IA são coisas diferentes.

A maioria das empresas brasileiras acredita que já resolveu a questão da IA porque libera acesso a uma ferramenta para o time, define algumas regras de uso e faz um treinamento. Usar IA e operar com IA são coisas diferentes: a primeira é adotar uma ferramenta, a segunda é redesenhar como a empresa decide, compete e opera com IA no centro.

Pesquisa do MIT mostra que a esmagadora maioria das iniciativas de IA generativa em empresas não gera retorno financeiro mensurável, e a divisão real não está entre quem usa IA e quem não usa, está entre a pequena parcela que efetivamente operacionaliza a tecnologia e a maioria cujos pilotos nunca se traduzem em resultado de negócio.

Essa confusão é uma delegação por omissão, e a decisão sobre o que a empresa está se tornando não pode ser terceirizada pelo CEO para alguém do time com um head de tecnologia, muito menos para a sorte.

A tese

As três apostas deste livro

A Decisão Indelegável traz três apostas para o futuro das empresas:

  1. IA não é projeto

    A empresa que trata IA como projeto, com início, meio e fim, vai ficar obsoleta.

    IA não é projeto, mas sim decisão permanente sobre como a empresa opera.

  2. O fim da hora trabalhada

    O modelo de negócio baseado em hora trabalhada já não serve.

    Quem continuar cobrando pelo tempo gasto vai perder pra quem cobra pelo resultado que a IA entrega.

  3. AI native como destino

    O destino é a empresa se tornar AI native, com IA no centro de como ela decide, opera e compete.

    Quem tratar isso como camada extra em cima do que já existia vai administrar a própria obsolescência com uma ferramenta nova.

Sobre o autor

Quem escreve

Fabio Seixas empreende desde 1996. Passou por todas as transformações digitais desde os anos 1990, da própria Internet, do boom dotcom, passando por web 2.0, e-commerce, redes sociais, smartphones, blockchain e, agora, inteligência artificial. Testemunhou e ajudou centenas de empresas como OMS, FGV e Stone a aproveitar essas transformações, mas viu resultados bem diferentes dependendo de uma só coisa: quem estava no centro da decisão, não da tecnologia em si. Hoje é CEO da Softo, empresa brasileira que ajuda empresas a operar com IA no centro do negócio, não como ferramenta lateral.

Empreende desde
1996
Empresas atendidas
Centenas
Entre elas
OMS, FGV, Stone

Dúvidas

Antes de você se perguntar

“Não tenho tempo pra mais um livro de gestão.”

Está longe de ser um livro de conceito abstrato, é um livro com uma tese que orienta como decisões de IA são tomadas dentro das empresas, testada em empresas reais, não em teoria.

“Isso não é só propaganda disfarçada de livro?”

O livro não vende serviço nem a empresa do Fabio. Ele defende uma posição que o Fabio segura mesmo quando incomoda, inclusive quando a Softo, sua empresa, teria mais a ganhar com um discurso mais confortável.